Com a digitalização das relações pessoais, comerciais e profissionais, registros eletrônicos passaram a ocupar um espaço cada vez mais relevante nos processos judiciais. Mas o fato de uma informação estar registrada em meio digital não significa, por si só, que sua autenticidade e integridade estejam garantidas.
O debate sobre o uso de IA no Poder Judiciário já não pertence apenas ao campo das possibilidades futuras. A tecnologia já é utilizada em tribunais brasileiros para diferentes finalidades, que vão da classificação e agrupamento de processos à identificação de demandas semelhantes, pesquisa jurídica, elaboração de textos e apoio a atividades administrativas e jurisdicionais.
Hoje, parte dessas mesmas preocupações se deslocou para a internet. Afinal, a criança pode estar dentro de casa e, ainda assim, estar exposta a pessoas desconhecidas, conteúdos inadequados, violência, exploração, publicidade direcionada, coleta excessiva de dados, cyberbullying e outras situações capazes de produzir graves consequências.
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